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Dentista sem dor

USO DA ANESTESIA INALATÓRIA COM MISTURA N2O/O2
(ÓXIDO NITROSO / OXIGÊNIO)
AVANÇO NA ELIMINAÇÃO DA DOR EM TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS.


A possibilidade de usarmos um método altamente seguro e eficaz para reduzir a ansiedade e o desconforto dos tratamentos odontológicos é a resposta da ciência à queixa de que a odontologia evoluía em diversos aspectos, mas continuava sendo dolorosa e estressante para os pacientes.



A partir de 2004 a legislação brasileira acompanhou a de outros países e aotorizou o uso de sedação com mistura N2O/O2 em ambiente ambulatórial. Trata-se de um grande avanço da odontologia que se tornou possível pela evolução tecnológica dos equipamentos e pelo aprofundamento do conhecimento dos dentistas brasileiros.

A sedação consciente também chamada analgesia inalatória é uma técnica antiga na Europa e na América do Norte. Utiliza-se um equipamento capaz de dosar com exatidão os gases, permitindo ao operador escolher a quantidade desejada para cada paciente e para cada momento do procedimento que está sendo realizado. Essa é uma característica singular desta tecnologia e é chamada titulação. Pode-se, portanto, usar doses específicas e retornar ao estado original em questão de minutos. Isso torna o procedimento seguro, confortável e prático, já que ao final do atendimento o paciente estará sem nenhum efeito residual, podendo dirigir veículos e sair da clínica sem necessidade de acompanhante.

E quanto à sua segurança?


Aí reside a grande vantagem da técnica. Os equipamentos atuais apresentam mais de dez sistemas de segurança e sob qualquer condição o paciente está protegido de falhas que o colocariam em risco. Em qualquer hipótese a quantidade mínima de oxigênio disponível é pelo menos 50% maior que o do ar que respiramos normalmente.

Foram os avanços dos equipamentos, aliados à preparação dos profissionais em cursos específicos que levaram à alteração da lei, passando a ser inclusive recomendado o uso da técnica em consultórios.

 

Como funcionam e quais as vantagens e riscos dessa tecnologia?

A sedação inalatoria consiste na administração de mistura de dois gases:
Oxigênio e óxido nitroso, através de uma máscara nasal. Ao aspirar os gases, o paciente fica em um estado de sedação consciente, onde apresenta as seguintes características:

  • Tem o limiar de dor elevado. Isso faz com que o nível de estímulo doloroso capaz de ser reconhecido pelo sistema nervoso como dor é aumentado. Assim, o que antes era interpretado como dor passa a sê-lo como “pressão” ou simplesmente “sensação de encostar alguma coisa nos tecidos.”
  • A necessidade de complementação com anestesia local è anulada ou reduzida. Se necessária, não se observa praticamente nenhuma dor com o uso de agulhas.
  • Há leve redução da pressão arterial, o que favorece procedimentos cirúrgicos. Com pressão arterial normal ou levemente reduzida às possibilidades de complicações trans-cirurgicas por sangramento ficam bastante minimizadas.
  • A ansiedade desaparece ou é mínima e a noção de tempo decorrido fica alterada. Assim, tem-se uma condição de conforto e tranqüilidade que para pacientes tensos ou fóbicos representa um benefício magnífico.
  • Há aumento da irrigação sangüínea de órgãos como o coração, os pulmões, o cérebro e o fígado e redução da vascularização periférica (pele e mucosas). Esse fato constitui um fator de proteção do paciente, pois seus sistemas orgânicos funcionam a plena irrigação sangüínea enquanto as áreas onde o cirurgião-dentista opera ficam com menor sangramento. Isso permite cirurgias mais rápidas e mais precisas, onde a visualização do campo operatório é melhor, posto que há menor sangramento trans-cirúrgico. Portanto, a sedação inalatoria por N2O/O2 não apresenta riscos a saúde dos pacientes, sendo inclusive um fator de proteção cardio e cérebro-vasculares.

Pode ser usada em todos os pacientes?

Como qualquer técnica usada na área de saúde, há certas contra-indicações bastante específicas que em sua maioria são modificáveis. A condição respiratória dos pacientes deve ser avaliada e quaisquer problemas que dificultem a inalação dos gases podem ser fatores limitantes.

Conclusão

A nosso ver, ao incorporar esse procedimento no rol de atividades, que é pautado na constante evolução de técnicas, materiais e conceitos baseados em evidências cientificas, o NOB mantém sua proposta de permanente melhoria nas condições do atendimento. A Odontologia certamente terá na sedação inalatória um marco divisor, assim como foram as resinas na década de 1970 e os implantes na década de 1980.